A importância do bilinguismo

Criar uma criança num ambiente bilíngue é uma decisão importante. O aprendizado de outro idioma, para uma criança, afetará o resto de sua vida, e da vida de seus pais. Na infância, ser bilíngue ou monolíngue pode afetar sua identidade, organização social, estudo, mercado de trabalho, casamento, área de residência, viagens e pensamento. Tornar-se bilíngue é mais que dominar dois idiomas. O bilinguismo traz consequências educacionais, sociais, econômicas, culturais e políticas.

Se os pais tem idiomas diferentes como língua materna, a criança será capaz de se comunicar no idioma preferido de cada um, criando uma intimidade e confiança impossível em língua estrangeira. Quando ainda morávamos no Brasil e ter filhos era apenas mais um projeto, já pensávamos em criar os filhos com pelo menos dois idiomas. Eu falo português, italiano, inglês e francês; meu marido fala português, inglês, alemão, holandês e francês.

Na época, pensamos que eu poderia falar italiano, o pai inglês e o português as crianças aprenderiam na escola, no convívio social. Quando o João nasceu, morávamos na Inglaterra. Desde o primeiro dia de vida, falamos em português com o bebê, foi instintivo. Depois pensamos que ele aprenderia inglês na creche, com os amigos, e esse bilinguismo nos pareceu suficiente na época.

Hoje moramos na Suíça, numa região cujo idioma principal é o francês. Viemos para cá quando nosso filho tinha apenas oito meses, ou seja, antes de qualquer tentativa de fala. Após algumas conversas a respeito, decidimos que o francês será a língua da creche, da vida social, mas que o inglês deveria também estar presente.

Entretanto, nenhum de nós quer deixar de falar português com o João. Muitos pais só conseguem falar com os filhos em sua língua materna, e a criança bilíngue possibilita aos pais um relacionamento mais próximo, em que cada um pode se exprimir com naturalidade e emoção, ao mesmo tempo em que transmite à criança parte de seu passado, de sua herança cultural.

E quanto ao inglês? Bem, é apenas uma experiência, mas a televisão em casa “fala” apenas inglês, e eu tenho a impressão de que ele entende o que está assistindo. Comemoro a cada vez que ele responde sim ou não com a cabeça para a questão levantada pelo progama de televisão. Apesar de não ser “natural”, temos três canais distintos com três idiomas distintos: os pais (e alguns amigos brasileiros, além do playgroup) ensinando português, a creche/escola acontecendo em francês e a televisão sempre em inglês.

Bilinguismo, uma ponte entre culturas

As crianças que são criadas no exterior com os pais têm, muitas vezes, dificuldades em se relacionar com o resto da família do pai ou da mãe, devido à barreira linguística. Se a criança for bilíngue (ou multilíngue, imaginemos pais de idiomas diferentes vivendo numa região onde um terceiro idioma seja o oficial), ela constrói uma ponte entre as gerações, relacionando-se com os avós, tios e primos, sentindo-se parte dessa família.

Recentemente passamos um mês no Brasil, e tanto a família quanto nossos amigos ficaram muito aliviados ao ver que o João – apesar de ainda não falar mais do que algumas palavras – entendia português. Os primos estavam excitadíssimos com a chegada do priminho que ainda não conheciam, e foi com alegria que descobriram brincadeiras em comum, canções em comum, e um idioma em comum (além de se divertirem muito a cada “oui” que o João soltava).

Não houve estranhamento cultural, porque o idioma era familiar. A família sentiu-se muito mais próxima do novo integrante, e o João sentiu-se imediatamente fazendo parte da família. As crianças que não têm contato com o idioma dos pais perdem essa oportunidade de transitar entre as duas culturas.

O mesmo acontece durante viagens. Uma criança bilíngue tem a vantagem de conseguir se comunicar com mais pessoas, a pluralidade de idiomas funciona como ponte para novas amizades, construindo relações com pessoas de outras nacionalidades e grupos étnicos.

Uma curiosidade sobre a Suíça: além do país ter cinco idiomas oficialmente reconhecidos (francês, alemão, italiano, romanche e inglês), aproximadamente 25% da população oficial é constituída por estrangeiros. O bilinguismo é praticamente uma regra por aqui.
Um ótimo exemplo disso é a creche que o João frequenta. A turma tem sete crianças, nenhuma é suíça, e dentre eles apenas um é francófono, vindo do Canadá. O idioma preferencial da creche é o francês, mas professoras falam no mínimo dois idiomas (francês + italiano ou alemão ou português ou espanhol, e a maioria fala também inglês), para suprir as necessidades tanto dos alunos quanto dos pais.

Outra vantagem do bilinguismo é ser alfabetizado em dois idiomas, com acesso a duas literaturas, abrindo-se caminhos para diferentes tradições, ideias, modos de agir e pensar. Nesse caso, o prazer da leitura, seja de um jornal ou um romance; e da escrita, tanto acadêmica quanto pessoal, são prazeres “dobrados”.

Minha experiência de criar um filho bilíngue está apenas no início, passando da teoria para a prática. Se sua família está vivendo uma situação similar, manifeste-se no blog, para que possamos compartilhar experiências e ajudar a quem ainda está na difícil tarefa de decidir linguísticamente como criar seus filhos.

  • As discussões contidas neste artigo são baseadas no livro A Parents and teachers Guide to Bilinguism, de Colin Baker.
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Publicado em 19/04/2011, em Bilinguismo. Adicione o link aos favoritos. 15 Comentários.

  1. Sou avó de um trilíngue. Luca, meu neto, fala alemão com a mãe, português com o pai e francês na creche. Penso que a língua é algo vivo. Aprendi com o poeta português que a língua é a terra. O trilingüismo amplia a consciência, traz outros tons e sons. Será que ele fará mais sinapses? Será que ele terá mais insights?

  2. Oi Malu, muito legal o seu artigo. Realmente morando fora a gente se depara com muitas dúvidas sobre o assunto, né? Eu falo inglês e francês mas não aprende nenhuma delas em casa, sempre estudei fora. Então acho incrível como é bacana o jeito de aprender das crianças. Tenho mil exemplos que não lembro agora, mas essa semana eu perguntei para o Gabriel (quase 3 anos) como se falava chuva em inglês. Ele me olhou e falou: “it’s raining!”. Eu achei muito legal a lógica, pois quem aprende com as situações do cotidiano, na vida, aprende assim, usando as melhores frases para as situações. E criança aprende sem entender o que é frase, o que é substantivo, muito bacana. Quando a gente aprende mais velho a gente quer fazer as coisas caberem dentro dos quadrados que já estão criados na nossa cabeça. E isso cria mil empecilhos. O francês do Gabriel deve ir embora, só de vez em quando ele ainda diz “c’est à moi” e outro dia ele chamou carro de voiture! Mas acho que francês agora, só se entrar na escola francesa, o que estou com dúvida se vou fazer e quando (é longe, turmas grandes e menos cozy que a escolhina que ele está…) Mas está nos planos. Beijos para vcs todos e principalmente para meus loirinhos da foto!

  3. Olá Malu, você descreve com exatidão a vida de pais brasileiros que moram no exterior.

    Quando os dois pais falam a mesma língua, no caso, o português é natural usar a língua materna, pois acontece de forma natural, sem parecer artificial. Mas quando um pai é de uma nacionalidade e o outro de outra, o bilinguismo fica ainda mais presente. Tenho vários conhecidos aqui na Alemanha, onde o pai é alemão e a mãe é brasileira. As crianças de forma impressionante falam alemão com o pai e português com a mãe. Mas elas ainda não conseguem por exemplo falar a mesma palavra nos dois idiomas quando perguntada. Isso acontece só mais tarde, quando a criança já está mais desenvolvida cognitivamente.
    No nosso caso, eu e o Leandro falamos português e eu tenho medo de falar em alemão com o Lorenzo e acabar ensinando errado para ele a pronuncia, a gramática, tudo.

    Fico mais tranqüila em saber que eles podem aprender o idioma local na escola ou creche de forma natural. Eu me preocupo com isso porque aqui na Alemanha, não sei bem com qual idade, os professores avaliam os alunos e aqueles que eles acreditam que estão menos desenvolvidos (geralmente os estrangeiros, devido ao idioma) acabam indo para escolas secundárias. É porque aqui existem diferentes tipos de escolas: o Gymnasium, que é a principal escola, dá direito ao aluno cursar a universidade no final do curso depois de prestar uma prova semelhante ao nosso vestibular. Já a Hauptschule ou a Realschule dão apenas direito ao aluno de cursar cursos técnicos, como técnico em eletrônica, cursos de estética e até enfermagem e fisioterapia que no Brasil são cursos de nível superior, aqui são considerados cursos técnicos.

    Outro problema que também acontece com certa freqüência com pais que residem no exterior é a mudança de um país para outro. Neste caso o bilingüismo pode ficar comprometido? Como fica a criança frente aos novos colegas de classe que já não falam a mesma língua? Porque mudar de colégio já pode ser uma experiência traumatizante para algumas crianças e ainda mais mudar de colégio, país e idioma de uma vez só. Mas como não podemos prever o futuro, eu e o Leandro vamos pelo menos tentar nos fixar aqui na Alemanha e com certeza vamos tentar usar o idioma de língua inglesa como um “back-up plan” para uma repentina mudança.

    Um grande abraço e obrigada pelo excelente artigo.

  4. Oi, Malu!!
    Obrigada pelo teu artigo! É uma coincidencia mas eu estou agora mesmo a ler um livro sobre este assunto:

    http://www.amazon.co.uk/Growing-Up-Three-Languages-Teachers/dp/1847691064/ref=sr11?ie=UTF8&s=books&qid=1303378308&sr=8-1

    E é um assunto que me interessa muito, porque como sabes o nosso filho tem mae portuguesa e pai alemao. Além disso, os pais falam ingles um com o outro e estamos agora a viver na Holanda. Por isso, quando nos mudámos, conversámos muito sobre o fato de o nosso filho provavelmente ir aprender 4 línguas desde crianca e se isso seria ou nao demasiado. A nossa pediatra foi muito simpática e deu-nos todo o apoio, dizendo que as criancas sao incríveis e aprendem tudo. O que é importante é que as pessoas sejam consistentes (a mesma pessoa fala sempre a mesma língua com a crianca), para nao confundir a crianca.

    Mas é ótimo ouvir as experiencias de outras pessoas e perceber que nao somos os únicos nesta situacao e que o fato de crescer num ambiente multi-cultural traz imensos benefícios para as criancas e para o seu futuro desenvolvimento.

    Boa sorte a todos nesta viagem maravilhosa!
    E muito obrigada por este artigo e por iniciares a discussao.

    Beijinhos da Holanda,
    Magui

  5. Oi Malu, fantástico o que você postula. Saliento sua abordagem sobre a geracionalidade, o quanto isso será importante para o João quando surgir a pergunta “Quem sou eu?” e ele, dominando a língua dos pais e da sua Família de Origem, entenderá sua historia e se sentirá parte de um sistema que vai além do núcleo familiar.

    Sugestão: Esse artigo pode ser um embrião para seu primeiro livro.

    Abraço,
    Tio Rubens

  6. olá Malú,
    -muito bom seu comentário sobre o bilinguismo!
    -nós aqui no Brasil, carregamos nas costas a herança deixada por getúlio Vargas ainda, transcrevo parte do artigo que fala da política adotada no Brasil à época de nossos pais, veja abaixo, por isso nós aqui ficamos tão restritos e só falamos outro idioma se fazemos um bom curso ou temos oportunidade de morarmos fora do país, coisa que também devido às políticas adotadas, sempre foi para poucos.
    (meus avós eram italianos, eram proibidos de falar se não fosse o português)
    “as políticas imigratórias e
    de controle de estrangeiros
    executadas pelo governo do
    presidente Getúlio Vargas, sobretudo
    no período compreendido
    entre os anos de 1930 e 1945, não
    tiveram motivações exclusivamente
    racistas. Embora estratégias
    como a que objetivava o branqueamento
    progressivo da população
    brasileira tivessem sido colocados
    em prática, outros fatores
    contribuíram para fundamentar
    as medidas adotadas pelas autoridades
    da época,
    entre elas a situação
    geopolítica internacionalAssim, por determinação
    do governo, foram
    implementadas medidas que restringiam
    a imprensa e o ensino em
    língua estrangeira, assim como
    várias associações mantidas pelos
    imigrantes.” “Como vários núcleos
    estrangeiros tinham uma
    grande independência cultural, as
    autoridades queriam reduzir essa
    autonomia impondo a língua nacional”,
    esclarece Endrica, que investigou
    correspondências oficiais,
    decretos, leis, publicações
    médicas eugenistas e os debates
    constantes nas atas da Constituinte,
    entre outros documentos.

    Coisas de um país de terceiro mundo mesmo!
    que pena! (Na África, os negros todos falam francês e ou inglês, além da sua própria língua!)

    Teremos que esperar a globalização e um bom tempo para que os brasileiros sejam realmente inseridos no contexto mundial!
    abração daquela sua prima de Paraty!

  7. Ana Paula Barp Brandt

    Malu achei o artigo fantástico, da mesma forma que é a oportunidade que nossos pequenos estão tendo. Minha mãe falava alemão em casa com minha vó e meu pai Italiano, hoje sinto muito não ter aprendido estas duas línguas quando crianças. Com certeza eu teria uma facilidade maior de comunicação, aprendizado e entendimento do mundo. Aprender uma língua nova quando adulto é muito mais difícil. Parabéns e obrigada pelos encontros e pela oportunidade de trocas de experiência neste período de descobertas.

    Ana Paula Barp Brandt

  8. Maria Lucia Mancinelli

    Anita

    É sempre bom ler esses testemunhos de crianças bi ou trilingues que dão certo. Acho sim que seu neto vai ter uma capacidade maior de estabelecer relações entre as coisas, entre objetos e nomes, entre conceitos – e também tecer caminhos entre pré-conceitos. Que idade ele tem? Já decidiram se os idiomas serão aprendidos na escrita também?
    Trocar experiências é sempre uma grande ajuda para todos, e saber de experi~encias que deram certo nos ajuda a trilhar um caminho melhor! Obrigada pelo comentário!

  9. Maria Lucia Mancinelli

    Laura

    O sistema escolar da Alemanha é igual ao daqui da Suíça. Não se preocupe, porque o idioma não aparece como problema não. Uma amiga daqui veio com uma filha de 13 anos, que não falava uma palavra de francês. Ela fez um semestre de adaptação (que era francês intensivo e outras atividades que não correspondem exatamente ao currículum escolar),e, no final do semestre, chamaram os pais para uma reunião e ofereceram duas opções: ou ela entrava para a série seguinte à que tinha feito no Brasil e ficava na turma dos técnicos, ou repetia um ano e entrava para a turma dos que iam fazer o Gymnasium e ir pra faculdade depois. Claro, aconselhando a repetição do ano devido à inteligência da menina. Assim ela conseguiria se nivelar à turma e progredir com os estudos. Essas avaliações são feitas de modo bastante sério e, ainda que pra nós pareça injusto, não me parece uma seleção aleatória não.
    Mas fique tranquila, seu pequeno aos 4 anos já vai falar alemão melhor que você! O importante é vc não deixar nunca de falar português com ele, e de exigir que ele responda também em português!
    Um beijo
    Malu

  10. Maria Lucia Mancinelli

    Flavia, Magui, Ana Paula

    Respondo às três ao mesmo tempo, pois estamos todas no mesmo barco: filhos pequenos e vários idiomas.
    Como bem disse a pediatra da Magui, o importante é a consistência. Lá em Londres, víamos muitas crianças com pais (às vezes um , às vezes até os dois) brasileiros mas que não falavam português, ou falavam com muita dificuldade e muito sotaque. Os pais acabavam sucumbindo e respondiam às crianças em inglês, pra “facilitar as coisas”, e as crianças perdiam essa oportunidade de falar duas línguas. Tinha também casos em que os pais falavam em português e as crianças respondiam em inglês, e a conversa seguia assim (aqui eu já vi também, pais portugueses que falam com os filhos em português e as crianças respondem em francês).
    As crianças são espertas, elas vão tentar fazer do jeito mais fácil, e se os pais não insistirem, o idioma dominante vai se tornar o único em que a criança consegue se expressar!
    Vou procurar esses dois livros que vocês indicaram. Informação nunca é demais!
    Beijos
    Malu

  11. Tania Snellenberger

    Trabalho na área educacional nos Estados Unidos com crianças recém-chegadas do Brasil há 13 anos e tenho dois filhos nascidos aqui e a minha experiência é que os nascidos no Brasil que aprenderam português aprendem o Inglês com mais facilidade quando têm o apoio do Portugues. Muitos pais acham que não vão aprender o novo idioma se continuarem com o Português o que foi provado que nao é verdade. Para os que nasceram aqui o melhor é ensinar o Português o mais cedo possível, lendo livros, conversando com elas etc.
    Parabéns, gostei muito do seu artigo.

  12. Tamires Alvarez

    Bom Dia! Tenho uma filha de 8 anos e estamos indo para a Inglaterra passar 1 ano, gostaría de saber como agir referente à ela. Eu estou indo apenas para estudar e conhecer a cultura, portanto terei bastante tempo para me dedicar à minha filha, mas queria saber o que é mais aconselhável, colocá-la em escola tradicional ou professor em casa, ou os dois juntos, escola normal e professor de linguas para ela se adaptar melhor, não quero que este ano seja perdido para ela e quero que ela aprenda ao máximo, mas de uma forma saudável e prazerosa….quais as melhores opções???

  13. Ana Beatriz

    Tamires,

    Primeiramente, desculpas por não termos entrado em contato prontamente.

    Fique a vontade para entrar em contato pelo email info@abrir.org.uk para combinarmos de conversarmos quando estiver na Inglaterra.

    Adianto, porém, que sua filha terá que ser matriculada no sistema regular inglês. Para aulas de Português, você poderá levá-la a uma das escolinhas brasileiras que funcionam aos sábados ou contratar professor particular.

    As escolinhas brasileiras são excelentes para que sua filha mantenha contato com outras crianças “brasileiras” e para que participe de eventos culturais.

    Para obter informações sobre as escolinhas, cadastre-se gratuitamente no portal da ABRIR: http://www.abrir.org.uk

    Abraços,

    Ana Beatriz

  14. Ana Paula Passos Jakubow

    Olá, papais e mamães!

    Procuro famílias com crianças bilíngues (até os 4 anos de idade), sendo um dos pais falante nativo de português brasileiro e outro, falante nativo de inglês.

    Se estiverem interessados em participar ou se precisarem de mais detalhes sobre a pesquisa, por favor, entrem em contato pelo e-mail anapassos88@hotmail.com.

    Obrigada!

    Ana Paula Passos Jakubów.

    Mestranda em Lingutica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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