Arquivo mensal: maio 2013

Famílias bilíngues

por Malu Mancinelli

Ultimamente tenho prestado muita atenção nas famílias que conheço ou cujos filhos frequentam a mesma escolinha do meu filho. Não uma atenção qualquer, tenho prestado uma atenção linguística, talvez o germe de uma vontade incontrolável de voltar a estudar, de voltar à pesquisa (afinal, o pequeno já tem um ano, daqui a pouco ambos estarão escolarizados e eu volto a ter tempo para mim. Como este, os filhos são um parêntese em minha vida acadêmica).

Eu já comentei que na Suíça é mais fácil encontrar bi(ou tri)lingues do que monolíngues. Mas nem tudo são flores nesta babilônia linguística.

A Parent's and Teachers Guide to Bilingualism

Uma vizinha, com um filho de 4 anos, me contava que o filho frequenta um curso de inglês desde os 3 anos, porque nem ela nem o marido (ambos suíços) falam outro idioma e ela acha muito importante que o filho fale inglês. Eles não acham que o inglês oferecido na grade curricular oficial seja o suficiente para que o filho seja bilíngue (lembrando que, na grade oficial, também é previsto o ensino de alemão e italiano).

Uma amiga, brasileira, morando aqui há dois anos com uma filha hoje com 4 anos, também matriculou a filha num curso de inglês porque ressente o fato de não ter aprendido inglês na infância/adolescência. A menina que chegou aqui antes de ter dois anos completos já fala português e francês com completa desenvoltura, mas os pais sabem da importância do inglês no mundo atual.

Uma mãe, na saída da escolinha, dizendo ao filho – em português – que o João falava português. A mãe portuguesa, casada com um suíço, só fala português com os filhos de 7 e 3,5. Os meninos entendem tudo, mas respondem sempre em francês. O menino de 7 agora tenta falar algumas palavras em português, mas tem dificuldade.

Uma moça no ponto do ônibus, com um filho de 7 anos, cabo-verdianos. O menino saía do curso de português (na quarta-feira à tarde, único período de folga na escola) porque a mãe acha importante que o menino saiba falar, ler e escrever outro idioma. Por enquanto ele só entende português, a mãe optou pelo português por ser seu idioma de origem.

O papel dos pais

O interesse dos pais é fundamental para que uma criança seja bilíngue, mesmo que estes não falem um segundo idioma. Algumas crianças aprendem um segundo idioma na creche/pré-escola, frequentando play groups ou com uma baby-sitter ou au pair; e se essa experiência inicial é consolidada na escola formal, o resultado pode ser um bilíngue altamente competente.

As crianças também podem aprender outro idioma de maneira simples e sem esforço, simplesmente brincando com os colegas na rua, após as aulas, nos finais de semana ou durante as férias. Outras crianças frequentam escolas patrocinadas por organizações religiosas ou grupos de minoria étnica aos sábados ou domingos. No entanto, essa “competência conversacional” pode não ser suficiente para que a criança se comunique em todos os níveis linguísticos, como por exemplo, acompanhar uma aula no outro idioma.

A conclusão perigosa seria que o primeiro idioma é aprendido em casa e o segundo fora de casa. Esta é uma afirmação falsa e perigosa porque as atitudes, o encorajamento e o interesse dos pais são vitais para o progresso do segundo idioma na criança. Perguntar como vai o aprendizado mostra que os pais estão interessados, parabenizar a criança quando a ouvem falar outro idioma pode fazer muito bem ao ego dela, visitar a creche e mostrar interesse no desenvolvimento linguístico da criança pode encorajar o professor. Essas atitudes também mostram à criança o interesse e a atenção dos pais. (Mas cuidado para não ultrapassar os limites e passar de interesse a cobrança, de entusiasmo a ansiedade!) Se os pais acham que o segundo idioma é importante, que garante um maior status, a criança também aprenderá a valorizar o idioma, ao se identificar com os anseios paternos.

Os pais também podem colaborar com o segundo idioma proporcionando acesso a filmes, livros, música ou quadrinhos. O idioma aprendido “na rua” também vai se beneficiar com essa diversidade de material, que enriquece o nível relativamente simples da linguagem da brincadeira.

* As discussões contidas neste artigo são baseadas no livro, de Colin Baker.

Invitation: Supplementary School Steering Group

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The British Museum Supplementary Schools Team is setting up a Steering Group made up of British Museum staff and supplementary school volunteers as well as students.

Meeting every 3 months, the Steering Group will advise the Museum on how to develop events and activities that are of interest to supplementary schools.

If you are interested, please contact contact Sian Hunter Dodsworth <SHunterDodsworth@britishmuseum.org

Exciting opportunity with the British Museum for young people

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The British Museum’s Supplementary Schools Steering Group are on the lookout for 2 young people with an interest in       Museums to help them advise on the development of a series of high profile community events in 2013/14 inspired by the Museum’s collections and to act as spokespeople for the Supplementary Schools Programme.

Are you aged between 16-25 years and attending or volunteering at a Supplementary School in London?

Successful candidates will join a team of Museum professionals and supplementary school teachers and make key decisions on the future of the Supplementary Schools Programme from the content of Activity Weekends to teacher training. Their role will also be to specifically support the British Museum to design events and activities that appeal to young people attending supplementary schools in London.

To find out more please contact Shunterdodsworth@thebritishmuseum.ac.uk or call 020 7323 8398.

Please note that there is no formal application process and you do not need to have had any previous events experience.

All that we ask is that you are creative, enthusiastic and committed!

In addition you will need to be able to attend the first Steering group Meeting taking place on:

Tuesday 18th June, 6-8pm.

Canal internacional da Globo anuncia curadora do programa “Aprendendo Português” nos Estados Unidos

O canal internacional da Globo anunciou a curadora do programa “Aprendendo Português” nos Estados Unidos, Arlete Falkowski.
Alejandra Moreno, Arlete Falkowski e Emi?lia

Foto: Alejandra Moreno, gerente de marketing da Globo, Arlete Falkowski, curadora e Emília.
Crédito: TV Globo/ Reid Harrison

Criado em 2012, o programa “Aprendendo Português” é uma iniciativa da Globo que tem como propósito apoiar instituições de ensino da língua portuguesa que buscam preservar e promover ações de educação e integração cultural da comunidade brasileira que vive fora do país.
Vice-Presidente da Fundação do Movimento Educacionista dos EUA, Arlete é mestre em Educação e Desenvolvimento Humano, professora de Português como língua estrangeira e autora do livro “Turminha Animada de Lucy e Tuca – Princípios de Alfabetização”. Sua participação no “Aprendendo Português” foi celebrada pela Globo.