Arquivo mensal: novembro 2013

O bilinguismo “necessário”

Malu e filhos

por Malu Mancinelli

Atualmente, existem muitos estudos sobre bilinguismo (plurilinguismo) e desenvolvimento infantil, e atéjá se descarta uma teoria que dizia que as crianças bilíngues teriam um vocabulário mais restrito que as monolíngues, mesmo porque o tamanho do vocabulário é desenvolvido mais tarde, e depende do nível de educação, nível sócio-cultural, hábitos de leitura e escrita. Estudos provam que criar crianças em ambientes com mais de um idioma não prejudica de forma alguma o aprendizado do idioma dominante do país, e também não prejudica seu desenvolvimento escolar.

Os benefícios do bi ou plurilinguismo, já comentados inclusive em outro post , começam cedo e são duradouros. Por exemplo, bebês, aos 7 meses de idade, parecem entender mais comandos que bebês monolíngues. Pesquisas também mostram que pessoas bi ou multilíngues tendem a desenvolver o Mal de Alzheimer mais tarde que as monolíngues.

As dificuldades de se manter um ambiente bilíngue

Os pais sempre comentam sobre a dificuldade que sentem em fazer com que os filhos falem este ou aquele idioma. Ter um dos pais nativos em um segundo idioma não é garantia de que o filho vá ser bilíngue, pois a pressão exercida pelo idioma dominante exige muita determinação e consistência por parte dos pais.

Os pais podem tentar a teoria “cada pessoa, um idioma”. Entretanto, o pai que falar o idioma minoritário precisa se policiar para não usar o idioma dominante com a criança, ou corre o risco dessa criança passar a responder sempre no idioma dominante. Outra teoria que tem bastante sucesso é “um idioma em casa, outro fora”, mas ela exige que ambos os pais sejam bilíngues.

Aqui em casa, trabalhamos com a soma dessa duas teorias. Já que ambos os pais somos brasileiros, em casa, falamos sempre em português, entre nós e também com as crianças. Sempre falamos português com as crianças também fora de casa. As exceções são quando nós (ou as crianças) estamos com amigos que falem outro idioma. As pequenas interações cotidianas (supermercado, lojas, farmácia, padaria) se dão em francês, e as crianças entendem as diferenças de idiomas. Até o pequeno Francisco, agora com 19 meses, solta algo parecido com “bonjour” para os vizinhos. O João (4 anos) frequenta a escola em francês, e o Francisco (19 meses) vai começar a frequentar a creche em francês. Isso tem se mostrado suficiente como exposição ao segundo idioma.

Agora sim, a necessidade

Um pesquisador suíço, François Grosjean  discorda da teoria “cada pessoa, um idioma” e defende que a necessidade é fator crucial para o aprendizado do segundo idioma. A criança deveria viver situações monolíngues regulares em cada idioma, pois se nãoexiste uma situação (escola, viagens, avós) em que apenas um idioma seja possível, a criança por si sópode julgar um dos idiomas desnecessários, e perder o interesse e, consequentemente, a fluência. Para Grosjean, usar um idioma em casa e outro fora tem maiores chances de sucesso.

Os pais que não conseguiram fazer com que seus filhos fossem bilíngues “desde o berço” não devem desistir, mas também não devem perder mais tempo, pois quanto mais cedo a criança for exposta ao segundo idioma, maiores são as chances de um bom aprendizado.

A Noruega introduziu o ensino do inglês desde a primeira série escolar, e a Dinamarca prevê fazer o mesmo em breve. Estes países (ao contrário de outros como França, Alemanha ou Espanha), de idioma pouco difundido, compreenderam que a habilidade linguística é crucial para manter sua futura competitividade. Isso é necessidade.

* As discussões contidas neste artigo são baseadas no artigo “Bringing up baby bilingual”, do blog Multilingualism, Jonhson e em diversos artigos do blog Life Bilingual, do Professor Doutor François Grosjean

ENCCEJA Exterior 2014 – (antigo Supletivo)

Com base no êxito obtido na experiência com a comunidade brasileira no Japão, o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA), antigo Supletivo, está sendo expandido para outros países de concentraçãode brasileiros no exterior.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) tenciona realizar a aplicação do ENCCEJA, em maio de 2014, nas seguintes localidades: Lisboa, Bruxelas, São Francisco, Boston e Caiena, além do Japão.

A expansão do ENCCEJA para os Estados Unidos, América do Sul e países da Europa é passo fundamental no sentido de beneficiar comunidades e capacitar brasileiros para futura inserção no mercado de trabalho no Brasil e no exterior. Para saber tudo sobre o ENCCEJA , acessar o site oficial http://encceja.inep.gov.br/exterior

 

Training workshop on the Equality Act 2010

image004Free one day training for organisations supporting Black, Minority Ethnic and Refugee (BME&R) communities.  Supporting you to promote equality for communities you serve!

The course will give organisations the skills to deliver a half day training session on the Equality Act 2010.
Participants will:
  • learn who is protected under the Equality Act 2010 and the Public Sector Equality Duty (PSED);
  • learn what types of behaviour and discrimination are unlawful;
  • review their own others organisation’s policies and procedures and identify any changes needed in order to comply with the Equality Act 2010.
10th December 2013
10am – 4pm
To register your interest in attending this course, please complete our online registration form, available here .
 We will confirm your place via a separate email.
For more information, please email rahana@rota.org.uk.
Please book early as places are limited. Preference will be given to infrastructure organisations.

CINECLUB BRAZIL PROUDLY PRESENTS…

viva_vozCINECLUB BRAZIL presents

VIVA VOZ 

WEDNESDAY 20 NOVEMBER, 6.30PM

EMBASSY OF BRAZIL

(FREE ON A FIRST COME, FIRST SERVED BASIS)

Viva Voz ( Speaker Phone)
Mari and her friend Déia discover about the affair of her husband with another woman in a accidental phone call.